Entenda o problema

Perdas de água:
o que são e como reduzir.

Parte da água tratada nunca chega a ser faturada. Entenda de onde vem essa diferença, como ela é medida e que tipo de ação resolve cada parte dela.

Atualizado em

O que são perdas de água

Perda de água é a diferença entre o volume que entra no sistema de abastecimento e o volume consumido de forma autorizada. É água captada, tratada e bombeada — com custo de energia, produtos químicos e operação — que não chega ao cliente ou chega sem ser medida.

Segundo o estudo de perdas do Instituto Trata Brasil, com dados do SNIS 2021, o índice nacional de perdas na distribuição foi de 40,25%. Em média, de cada dez litros que entram na rede, quatro não são contabilizados como consumo.

Perdas reais e perdas aparentes

A metodologia da International Water Association (IWA), adotada como referência técnica por prestadores e reguladores, separa as perdas pela natureza:

  • Perdas reais (físicas) — a água que sai do sistema: vazamentos em adutoras, redes e ramais e extravasamentos de reservatórios.
  • Perdas aparentes (comerciais) — a água que é consumida mas não é medida ou faturada corretamente: submedição de hidrômetros, fraudes, ligações irregulares e falhas de cadastro.

A separação importa porque a solução é diferente. Perda real se combate com gestão de pressão, detecção e reparo de vazamentos e renovação de infraestrutura. Perda aparente se combate com troca de hidrômetros, recadastro e combate a fraudes. Mandar equipe de pesquisa de vazamento para um setor cuja perda é comercial é gastar sem resultado. O cálculo completo está no balanço hídrico IWA.

Onde as perdas acontecem

As perdas reais se espalham por todo o caminho da água: adutoras que rompem, reservatórios que extravasam, redes e ramais com vazamentos — muitos deles invisíveis, sem aflorar na superfície. As perdas aparentes se concentram no fim do caminho, no ramal e no hidrômetro do cliente. O mapa completo, etapa por etapa, está em da captação à casa do cliente.

Como as perdas são medidas

Os indicadores mais usados no Brasil são o índice de perdas na distribuição, em percentual do volume disponibilizado, e o índice de perdas por ligação, em litros por ligação por dia. A Portaria MDR nº 490/2021 adota esses dois indicadores e fixa como patamar de excelência até 25% e até 216 L/ligação/dia.

O percentual sozinho engana: um sistema com consumo alto parece ter perda baixa mesmo perdendo muito volume. Por isso os indicadores por ligação e por extensão de rede, calculados por setor, dão uma visão mais fiel de onde está o problema.

Como reduzir perdas de água

  1. Medir — macromedição confiável na entrada de cada setor, para saber quanto entra; sem isso, qualquer índice é estimativa.
  2. Setorizar — dividir a rede em distritos de medição e controle (DMCs) para localizar onde a perda está.
  3. Separar — para cada setor, distinguir perda real de aparente cruzando a telemetria com o faturamento.
  4. Agir na causa — gestão de pressão e reparo de vazamentos para perda real; micromedição e cadastro para perda aparente.
  5. Acompanhar — vazão mínima noturna e indicadores por setor, para saber se a ação funcionou e detectar novos vazamentos cedo.

É esse ciclo que o controle de perdas do VecView organiza: da telemetria de campo à fila de trabalho de cada setor.

Perda de água é um problema de prioridade

Toda operadora sabe que perde água. O difícil é responder três perguntas ao mesmo tempo: onde a perda está, quanto ela custa e qual ação resolve primeiro. Sem dado contínuo de campo, a resposta vem de campanhas pontuais, e a equipe vai à rede sem saber se procura um vazamento ou um medidor descalibrado.

O VecView parte da telemetria: monitoramento contínuo de pressão, vazão e variáveis operacionais em cada ponto da rede, para identificar anomalias rapidamente e reduzir o tempo de resposta das equipes de manutenção.

Carteira de perdas: quanto está em jogo em cada DMC

Tela Controle de Perdas do VecView com perda potencial, valor recuperável, DMCs diagnosticados e filas de trabalho
Controle de Perdas: carteira, filas de trabalho e achados por DMC (dados de demonstração).

A tela de Controle de Perdas reúne, por competência mensal:

  • Perda potencial em m³/dia e o valor anual que ela representa se o patamar se mantiver;
  • Valor recuperável priorizado, considerando os DMCs que já têm fila e ação definidas;
  • DMCs diagnosticados e estimativas divergentes — os setores em que telemetria e faturamento discordam acima do limite de corte.

Perda física ou comercial? Cada uma tem uma fila de trabalho

Atacar uma perda comercial com pesquisa de vazamento é desperdício, e vice-versa. Por isso o VecView classifica cada DMC em filas de trabalho, cada uma com a ação indicada:

  • Perda física — pesquisa acústica e gestão de pressão;
  • Perda comercial — troca de hidrômetro e recadastro;
  • Física e comercial — ataque combinado, começando pelo comercial, que costuma ser mais barato;
  • Sob controle — manter o monitoramento;
  • Sem diagnóstico — completar o cadastro comercial ou a telemetria.

Além das filas, a plataforma aponta achados específicos. Um exemplo: quando a vazão noturna indica muito mais perda do que o faturamento sugere, a recomendação é aferir o macromedidor de entrada antes de mandar equipe à rede — pode ser consumo noturno legítimo ou medidor descalibrado.

Indicadores IWA por DMC

Tela Métricas IWA do VecView com indicadores de consumo, perdas, financeiros e operacionais de um DMC
Métricas IWA de um DMC: consumo, perdas, indicadores financeiros e operacionais (dados de demonstração).

Para cada distrito de medição e controle (DMC), o VecView apresenta os componentes do balanço hídrico e indicadores de desempenho no padrão da IWA (International Water Association):

  • Consumo faturado medido, faturado não medido e consumo autorizado faturado;
  • Perdas reais e água entrada no sistema;
  • Consumo medido, consumo cobrado e água não faturada em valor;
  • Indicadores operacionais como perdas de água por ramal, perdas reais por ramal por dia, continuidade do abastecimento e percentual de água não faturada.

Do dado de campo à ação

A detecção automática de anomalias e a correlação entre variáveis, com apoio de inteligência artificial, sinalizam eventos na rede. A partir deles a plataforma pode abrir chamados automaticamente, e a equipe acompanha e atende pelo aplicativo VecView no celular.

A medição vem dos dispositivos da série VV-IoT, que leem pressão (montante e jusante), vazão e volume, ou de instrumentos já instalados, via sinais 4-20 mA, pulsos e Modbus. A transmissão usa NB-IoT, LTE-M, celular, LoRaWAN, Ethernet ou Wi-Fi, com MQTT. Dados de outros sistemas — SCADA, PIMS, ERP, atendimento ao cliente e base comercial — entram por integração com bancos SQL, Oracle e MySQL, o que é essencial para cruzar telemetria com faturamento.

Conheça a plataforma completa em vecview.com.br.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre Perdas de água

Qual a diferença entre perda real e perda aparente?
Perda real (ou física) é a água que sai do sistema antes de chegar ao cliente, por vazamentos e extravasamentos. Perda aparente (ou comercial) é a água que chega ao consumo mas não é medida ou faturada corretamente, por submedição de hidrômetros, fraudes e falhas de cadastro.
Qual é o índice de perdas de água no Brasil?
Segundo o estudo do Instituto Trata Brasil com dados do SNIS 2021, o índice nacional de perdas na distribuição foi de 40,25%.
Qual índice de perdas é considerado excelente?
A Portaria MDR nº 490/2021 adota como patamar de excelência até 25% de perdas na distribuição e até 216 litros por ligação por dia.
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